» » » CRISTO COMO A NOVA VIDA / O PERDÃO DOS PECADOS POR DEUS

Ao realizar Sua obra no homem, Deus não trata com indivíduos, mas inclui toda a humanidade em Cristo. Tudo  o que Ele executa em Cristo é realizado em nós. Em Cristo encontra-se a doutrina da salvação. Nele também, Deus dá ao homem uma nova vida.
Deus não tem qualquer desejo de mudar nosso compor­tamento exterior. Sua única intenção é substituir nossa velha vida por uma nova; e isso só pode ser realizado em Cristo Jesus. Quando estamos em Cristo, essa obra de substituição é automaticamente aplicada a nós.


Alguns Pré-requisitos
Entretanto, antes que Deus possa dispensar uma nova vida a nós, alguns assuntos necessitam ser cuidados. Se essas coisas não forem resolvidas, Deus nunca poderá dar-nos vida e nunca teremos o direito de receber nada da parte Dele. Sabemos que a coisa mais crucial na fé cristã é possuir uma nova vida da parte de Deus. Mas, antes disso, há alguns pré-requisitos, sem os quais é impossível participar dessa vida. Por essa razão, esses poucos itens ocupam uma posição importan­te e, justamente, exigem nossa atenção.

Perdão de Pecados
O primeiro desses itens é o perdão de pecados. Ele dá a Deus a base adequada para dispensar-nos vida.
Todos sabemos que o comportamento manifestado da nossa vida natural é extremamente maligno. Ele é absoluta­mente sem esperança. Nosso comportamento corrupto se faz conhecido pelos pecados que cometemos. Alguns cometem pecados escabrosos, enquanto outros podem entregar-se a pecados mais refinados e sutis. Em qualquer caso, são todos pecados que necessitam ser perdoados. Eles têm de ser perdoados correta e adequadamente antes que possamos receber a vida de Deus.



A Solução para a Velha Vida
Em segundo lugar, a própria vida que provoca o pecado deve ser totalmente tratada. Se essa vida não for removida pela raiz, ainda haverá a possibilidade de pecar; ela continuará a dar fruto podre. O pecado ainda se manifestará em nossos pensamentos e ações. Deus deve dar uma solução final para a nossa velha vida. Ela tem de ser exterminada uma vez por todas.
Depois dessas duas coisas serem cuidadas, Deus poderá dispensar livremente para nós uma nova vida em Cristo. Então, poderemos andar diariamente segundo essa vida e seremos capazes de viver nesta terra uma vida como a de Deus e cumprir Seu propósito.

Arrepender-se Não é Suficiente
Como Deus perdoa os nossos pecados? Muitas pessoas têm um conceito errado a esse respeito. Elas pensam que embora possam ter cometido muitos pecados, podem ser perdoadas se  arrependerem-se de sua má conduta.
O arrependimento, entretanto, jamais pode cancelar o pecado que você cometeu. Não importa o quanto você se arrependa, ele ainda está lá. Você pode arrepender-se de sutis pecados o quanto quiser; mas eles não serão removidos apenas pelo seu arrependimento.
Quando pregava em Kaifem, havia alguns oficiais presen­tes. Eu lhes disse: "Suponham que um bandido tenha come­tido muitos crimes e assassinado muitas pessoas. Durante muito tempo ninguém conseguiu prendê-lo. Então, um dia, de repente, ele aparece diante de vocês dizendo: 'Estou arrepen­dido de todos os meus erros do passado. De hoje em diante vou corrigir-me. Estou decidido a ser um cidadão cumpridor da lei e um bom homem.' Digam-me, por favor, seu arrepen­dimento anularia seus crimes anteriormente cometidos, todas as queixas feitas contra ele por suas vítimas, e todos os processos instaurados contra ele pela justiça? Seriam todos anulados? Será que a justiça o deixaria impune?"

A Justiça de Deus Deve Ser Mantida
A bíblia nos mostra que a todos os pecados correspondem certos tipos de julgamento. Tudo o que fazemos não é levianamente esquecido. A manifestação exterior de nossa vida é pecaminosa. Pecamos não somente contra nós própri­os, como também contra os outros e, sobretudo, contra Deus. Deus é justo. Ele não pode ignorar nossos pecados. Sua justiça não O permite fazê-lo.
Lembro-me de uma história verdadeira. Um homem assassinou alguém e roubou uma quantia de dinheiro. Então, ele escondeu-se em outra cidade. Ali, casou-se e teve filhos. As pessoas daquele lugar nada sabiam do seu passado. Um dia, três detetives vieram procurá-lo. Encontraram o homem e estavam para levá-lo, quando o homem perguntou à sua mulher: "Durante todos esses anos que tenho estado com você, não tenho sido um bom marido?" A esposa concordou. Ele então voltou-se para seus filhos dizendo: "Eu não sou um bom pai para vocês?" Os filhos também concordaram. Por fim, ele voltou-se para os vizinhos e disse: "Nesses anos todos, alguma vez furtei seus bens ou fiz algum mal a vocês? Vocês não me consideram um bom vizinho?" Todos eles concorda­ram unanimemente que ele era uma boa pessoa.
Ele então se voltou para os três detetives e defendeu-se dizendo: "Vejam, eu tenho sido um homem tão bom por todos esses anos. Eis aqui todas estas testemunhas testificando minha inocência. Vocês têm de deixar-me livre!" Os três responderam: "Você pode justificar-se diante de todos, mas não pode justificar-se diante da lei. Seu arrependimento pode garantir sua inocência futura, mas nunca poderá remover sua culpa do passado nem pode livrá-lo do julgamento da lei." Por fim, ele teve de enfrentar o julgamento no tribunal.

A Consciência Não Deixará Passar
A justiça de Deus não é o único problema. Quando pecamos, nossa consciência também não nos deixa tranqüi­los. Às vezes, quando a consciência é acalmada, não sentimos muita culpa. Mas ainda que a consciência possa dormir, ela nunca morre! No momento em que a consciência desperta, ela nos convence dos nossos pecados e nos faz sentir incomoda­dos. Talvez ela esteja silenciosa hoje, mas não estará calada para sempre. Ela nunca deixará passar o que ocorreu no passado.

Perdão Baseado na Justiça
Além disso, Deus não pode perdoar nossos pecados levianamente. Se pecamos despreocupadamente e Deus per­doa esses pecados irresponsavelmente, então, em Seu per­dão, o próprio Deus cai em pecado. Isso não significa que Deus não tenha poder para perdoar pecados, mas significa que Deus somente pode oferecer um perdão que alcance a Sua dignidade. Ele não pode rebaixar-se a um estado de injustiça, no processo de perdoar nossos pecados. Deus é para sempre o Deus justo.
Em Kaifem, encontrei um cristão chamado Wen que era chefe de um departamento no governo. Um dia, ele convidou‑me para jantar e mencionou a situação difícil que enfrentava. Sabia-se que, em seu departamento, algumas pessoas esta­vam envolvidas numa fraude que chegava a mais de dez mil dólares. O fato foi revelado e as pessoas envolvidas foram presas. De acordo com a lei, tais homens deviam ser executa­dos.
Wen me disse: "Como cristão, estou muito relutante em levar essas pessoas à morte. Se perdoá-las, então eu próprio é que me tornarei culpado por quebrar a lei. Entretanto, não consigo suportar o pensamento de executar homens. Esse é meu dilema. Que você acha?" Eu não podia pensar em nenhuma maneira de salvá-los a ambos. A lei é absoluta! Não há qualquer escapatória. Nós, como cristãos, não podemos violar a lei e cair em injustiça. Todavia, se mantemos nossa justiça sacrificamos a vida de outros.

Deus Julgou Cristo
Como, então, Deus perdoou nossos pecados? A Bíblia mostra-nos que não apenas recebemos perdão em nossa salvação, mas também obtivemos justificação. Muitas vezes a Bíblia junta perdão com justificação. Os dois constituem os passos iniciais para se receber uma nova vida.
Vejamos, de maneira mais acurada, a questão do perdão e da justificação. Uma vez mais temos de voltar para Cristo, pois Ele é a chave para todas essas questões. Deus considera Cristo como o cabeça de uma nova raça. Ele é o segundo homem e é também o último Adão. O primeiro Adão era um homem imenso, incorporando toda a humanidade. Quando ele pecou, toda a raça humana foi corrompida. Deus, agora, executou Seu julgamento sobre uma pessoa, Cristo. Porque Cristo também é um grande homem coletivo, nós que estamos incluídos Nele, também Nele recebemos todo o julgamento de Deus.
Por essa razão, a Bíblia diz que Cristo morreu pelos nossos pecados. Não morremos individualmente, morremos em Cris­to. Sua morte inclui todos nós. Com Sua morte, nossos  pecados podem ser perdoados. Portanto, o perdão de Deus é baseado no Seu julgamento em Cristo. Isso não é perdão irresponsável, mas é um perdão muito justo.

O Procedimento do Perdão de Deus
Certa vez, um homem discutiu comigo sobre essa ques­tão. Ele disse: "Sr. Nee, se Deus quer perdoar os nossos pecados, por que Ele simplesmente não o faz? Por que Ele teve de enviar Seu Filho para ser crucificado? Isso é embaraçoso!" Ele pensava que Deus é um bom camarada que apaga nossos pecados inescrupulosamente, sem nenhuma preocupação com a lei! Ele não percebia que Deus tem de dar muitos passos antes que possa dar o perdão.
Alguns anos atrás pregava sobre esse assunto numa escola para meninas em Nanquim. Entretanto, as alunas não conseguiam compreender bem esse conceito. Havia uma mesinha diante de mim com um vaso muito bonito em cima. Perguntei à diretora da escola: "Suponha que alguém quebre esse vaso. De acordo com os regulamentos da escola, que a senhora faria?" A diretora respondeu que seria cobrada uma indenização. Perguntei-lhe: "E que aconteceria se quem o quebrou tivesse sido uma de suas alunas favoritas?" Ela respondeu que aplicaria o mesmo regulamento. Insisti e perguntei: "E se ela não pudesse pagar?" A diretora repetiu que o regulamento ainda seria mantido.
No dia seguinte, durante a reunião, o vaso desaparecera. Ele fora quebrado por uma de suas alunas prediletas, que coincidentemente era muito pobre. Aproveitei a oportunidade para pregar mais uma vez a doutrina da salvação pela morte de Jesus. A diretora não podia liberar a aluna da responsabi­lidade simplesmente baseada no amor. Entretanto, a aluna não podia de maneira alguma pagar a indenização. Sob tal dilema havia apenas um caminho a tomar: a diretora teve de usar seu próprio dinheiro para indenizar a escola em favor da aluna. Por um lado, isso satisfaz os regulamentos da escola; por outro, mostra o amor da diretora por sua aluna.
Cristo veio à terra para sofrer o julgamento dos nossos pecados e a conseqüência deles, para que pudéssemos ser perdoados. A vinda de Cristo é a vinda do próprio Deus. Da veio para pagar a indenização por nós. Agindo assim, Ele não se degradou à injustiça; em vez disso, provou ser correto e justo.

Perdoar é Sofrer a Perda
Creio que temos de ver mais um aspecto do significado do perdão. Perdoar implica naquele que sofreu a transgressão suportar o dano causado pelo transgressor. Por exemplo, se alguém roubou meu lápis e eu o perdoei, significa que sofri a perda de um lápis. Que é, então, não perdoar? Simplesmente é tomar meu lápis de volta, do ladrão, para que eu não sofra uma perda. Portanto, perdoar é simplesmente sofrer uma perda.
Quando a aluna quebrou o vaso, deveria ser ela quem pagaria a indenização. Não perdoar seria exigir-lhe que sofres­se uma perda para efetuar o pagamento. Perdoar, por outro lado, significa que o que sofreu a transgressão, no caso, a diretora, teve de assumir a perda, pagando-a ela mesma. Portanto, quando Deus perdoa nossos pecados, significa que Ele assume a perda produzida pelos nossos pecados. Não há um terceiro partido que possa perdoar nossos pecados. So­mente o que sofreu a transgressão é que pode sofrer a perda em favor do transgressor. Aqui, Cristo é Deus, Aquele contra quem pecamos. Seu perdão é sofrer a perda pelos nossos pecados.



Cristo Como Um Homem
Isso não é tudo. Temos de perceber que Cristo é um homem. Ele carregou nossos pecados como homem. Deus viu Cristo como homem e incluiu todos nós Nele. Quando Deus julgou Cristo, Ele também nos julgou. Portanto, Deus nos julgou em Cristo e também nos perdoou em Cristo. Esse perdão é absolutamente justo. 
Em 2 Coríntios 5:14 diz-se: "Julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram." O "um", aqui, refere-se a Cristo, e o "todos" refere-se a nós. Quando Cristo morreu, todos nós morremos com Ele, porque todos fomos incluídos Nele. Dizem que todos os chineses provêm de um único homem: Hwang-ti. Se no princípio alguém tivesse matado Hwang-ti, teria matado toda a raça chinesa. Da mesma maneira, se estamos em Cristo, quando Cristo passou pelo julgamento, nós igualmente passamos. Sua morte tornou-se nossa terminação.
No versículo 21 do mesmo capítulo, lemos: "Àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.Aquele que não conheceu pecado novamente é Cristo. Ele foi feito pecado por nossa causa. Que significa "ser feito pecado?” Significa que quando Cristo foi pregado' na cruz, Deus O considerou como o pecado seu e meu. Ele considerou Cristo como um pedaço de pecado representando toda a raça humana. Quando Cristo morreu, o pecado foi removido e terminado de maneira todo-inclusiva. Agora, todos nós que estamos Nele temos nossos pecados terminados; nós nos tornamos a justiça de Deus em Cristo.

A Justiça de Deus para nos Perdoar
Por que aqui é dito "fôssemos feitos justiça de Deus" em vez de "fôssemos feitos justos?” Qual é a diferença entre os dois? Ser feito justo implica em termos feito uma boa obra, enquanto ser feito justiça de Deus declara que o próprio Deus é justo. Há uma grande diferença entre os dois. Deus não é um Deus evasivo. Quando Ele perdoa, Ele o faz de maneira justa. Esse perdão justo é uma declaração do Seu caráter justo.
Certa vez eu ia de navio para Chiu-Kang com um amigo. Um muçulmano estava lendo no convés daquele navio. Depois de iniciar uma conversa com ele, disse-lhe que gostaria de saber se o Alcorão mencionava algum caminho de salva­ção. Ele disse: "Tudo o que se necessita fazer é arrepender‑se das más ações do passado. Então, o pecado será perdoado. Por que a salvação é necessária?" Respondi-lhe que se Deus perdoa dessa maneira, Ele próprio peca em Seu perdão.
Ele ficou muito surpreso com o que eu disse. Parecia que ele nunca havia escutado tal coisa anteriormente. Perguntei-lhe: "Você acha que é justo um homem ser perdoado dos seus pecados simplesmente por arrepender-se deles? Por exemplo: quando um criminoso é levado diante de um juiz, seria correto que o juiz o libertasse simplesmente com base no seu arrepen­dimento?" Depois de pensar um pouco, ele admitiu que isso não é justo. Infelizmente não tive tempo de explicar-lhe a morte de Cristo. A salvação de Deus é baseada no julgamento do Seu Filho. Nós recebemos nosso perdão no Filho.

Propondo Jesus como Propiciação
 Romanos 3:25-26 diz: "A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a mani­festação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificados daquele que tem fé em Jesus." Essa porção da Escritura não é tão facilmente entendida. Entretan­to há dois pontos que necessitamos notar.
Deus estabeleceu Cristo como a propiciação. Na língua original, a palavra "propiciação" significa "propiciatório". No Antigo Testamento, a arca da aliança era coberta por uma tampa de ouro chamada propiciatório. A oração do homem passava por essa cobertura para chegar a Deus, e a resposta de Deus passava pela mesma cobertura para alcançar o homem. Aquele era um lugar de reunião entre Deus e o homem. Agora, Jesus tornou-se esse propiciatório. Ele é o ponto central entre Deus e o homem. Agora ambos podem encontrar-se Nele, baseados no Seu sangue. Jesus morreu por nós. Ele derramou Seu sangue e perdoou nossos pecados. Agora Ele se tomou nosso propiciatório.
Antes de Jesus morrer, Deus deixou “impunes os pecados”.
Anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente". De Adão a Jesus, por mais de quatro mil anos, um número incontável de pecados foram cometidos pelo homem. Embora Deus os tenha deixado impunes, Ele não os deixou desaparecer. Isso mostra a Sua justiça nos tempos antigos. No tempo presente, Ele enviou Seu Filho, em quem somos justificados. Essa justificação é, em si mesma, um ato justo. Há, portanto, duas maneiras de Deus tratar com o mesmo problema. Primeiramente, Ele deixou impunes os pecados anteriormente cometidos, dando a enten­der que Jesus viria; nisso Ele provou ser justo. Em segundo lugar, Ele perdoa todos os pecados cometidos agora, basean­do-se no julgamento de Cristo; nisso Ele também manifesta-se justo. Pela morte de Jesus, Deus tanto nos declarou sem pecado como declarou a Si mesmo justo.

Como Pode Deus Ser Injusto?
Encontrei uma irmã no Senhor que disse ter sido uma pessoa má e que cometera muitos pecados. Ela fez tudo o que uma mulher poderia cometer. Por causa disso, pensava que jamais poderia ser perdoada. Procurei saber se ela cria que Jesus derramou Seu sangue pelos pecados do homem. Ela disse que conhecia todas essas doutrinas. Mas tendo sido cristã há tantos anos, e ainda assim tendo cometido a multidão de pecados que cometera, já não lhe era mais possível ser perdoada.
Eu estava sentado diante dela. Naquele momento, le­vantei-me e solenemente olhei em seus olhos, dizendo enfaticamente: "Não me interessa se os seus pecados foram ou não perdoados! Mas a maneira como você falou implica que Deus pecou. Isso me interessa! Por um lado, você crê que está em Cristo. Entretanto, por outro lado, você não crê que seus pecados possam ser perdoados. Se Deus não lhe perdoa, isso significa que Deus é injusto? Se Ele é injusto, então Ele peca. Como poderia Deus pecar? Não me interessa se você está condenada e perecerá. Mas Deus amou você e enviou Seu Filho para pagar todas as dívidas de seus pecados. A morte do Seu Filho é, agora, a sua morte. E os seus pecados estão sobre os ombros Dele. Se o que voce disse é verdade, então Deus de fato retirou Suas palavras. Ele virá novamente para cobraras dívidas de seus pecados! Você está dizendo que Deus não pode perdoar seus pecados e que Ele se tornou um Deus injusto! Que tipo de palavras são essas?! Por causa disso tenho de levantar-me. Meu Deus jamais pode ser injusto!"
Naquele dia, brotaram lágrimas de seus olhos. Ela excla­mou: "Eu sou pecaminosa, mas Deus é justo! Ele tem de perdoar-me em Cristo. Embora meus pecados sejam numero­sos, graças a Ele, Ele é obrigado a me perdoar! Ele seria injusto se não o fizesse”.

Salvos Segundo a Justiça de Deus
É verdade que Deus é cheio de graça. Mas você não tem de ser salvo por Sua graça. Você pode ser salvo por Sua justiça. A graça de Deus é baseada em Seu amor para conosco. Ela faz com que Ele deseje salvar-nos. Mas a Sua justiça é baseada na morte de Seu Filho por nós. Ela faz com que Ele não possa deixar de nos salvar. Antes de Jesus ter morrido, Deus era livre para salvar-nos ou não. Mas uma vez que Jesus morreu, Deus ficou comprometido! Ele é totalmen­te obrigado a salvar todo aquele que se aproxima Dele pelo sangue de Jesus! Você leu isso? É impossível para Ele deixar de salvar-nos!
Essa é a salvação segundo a Sua justiça. Antes da morte de Cristo, se Deus tivesse perdoado qualquer dos nossos pecados, teria feito de Si mesmo um pecador. Agora, Ele fez com que Seu Filho fosse crucificado. O julgamento de pecados foi consumado. O problema do pecado está resolvido. Deus não pode mais rejeitar quem quer que venha a Ele pelo sangue de Jesus. Agora, Ele faria de Si mesmo um pecador se não perdoasse.

É Impossível Deus Não nos Salvar
Alguns podem pensar: "É tão fácil ser salvo? Acho que tenho de orar mais. Tenho de orar a tal ponto que Deus amoleça Seu coração e me favoreça. Somente então serei salvo!" Não existe tal coisa. Hoje, mesmo que Deus não queira amolecer Seu coração, Ele ainda tem de perdoar seus peca­dos! Mesmo que Deus esteja totalmente insatisfeito com você, Ele ainda tem de dar-lhe esse perdão. Não importa nem um pouco se você orou muito ou não. Em vez disso, depende do fato de a redenção ter sido realizada. Mesmo que Deus não queira salvar-me, é tarde demais para Ele mudar de idéia. Se fosse dois mil anos atrás, ainda poderia ser. Agora que Deus aceitou o sacrifício de Cristo, é-Lhe impossível deixar de salvar-nos. Um pecador pode ser julgado uma única vez! Ele não pode ser julgado duas vezes.
Para perdoar nossos pecados, Deus assumiu toda a dificuldade de realizar a salvação em Cristo. Agora, Ele nos comissionou para ir a todo o mundo mostrar aos outros essa obra consumada da salvação. Agora Ele pode perdoar nossos pecados sem colocar-se numa posição indevida.

Deus Perdoa Honestamente
Os outros podem dizer: "Por que não me sinto salvo? Por que, depois que cri, parece que nada de especial aconteceu? Não sinto paz interiormente”.Lembre-se, por favor, de que não se trata de ter ou não ter paz. Você ter ou não paz, não é essencial. O importante é que Deus tenha paz. Ele tem de dar um perdão que seja justo e honesto. Quando Deus lhe perdoa em Cristo, Ele o faz de maneira justa, honesta e aberta. Tudo o que você necessita fazer é receber tal perdão.
Uma passagem muito familiar a muitas pessoas é Marcos 10:45: "Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir". Infelizmente, muitos lêem somente até aqui, e cortam o restante do versículo. A palavra "e", que vem a seguir, deveria ser traduzida "até ao ponto de". Até que ponto o Senhor Jesus veio para servir? "Até ao ponto de doar a Sua vida em resgate por muitos."
Em Mateus 26:28 o Senhor Jesus disse: "Porque isto é o meu sangue, o sangue da [nova] aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”.Portanto, o derrama­mento do Seu sangue é para a remissão dos nossos pecados. Somente em Cristo é que podemos obter perdão. Fora Dele, qualquer tipo de perdão que você obtiver não é justo.

Cristo Morreu Pelos Nossos Pecados
Selecionamos, ainda, mais algumas passagens para ver como Cristo realizou a redenção por nós:
Romanos 5:6-8: "Porque Cristo, quando nós ainda éra­mos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores."
Romanos 5:9-10: "Logo, muito mais agora, sendo justifi­cados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira. Porque se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida". Isso nos mostra claramente que a morte de Cristo não é a morte de um mártir. Ele não morreu por uma crença ou por uma causa. Ele morreu pelo pecado, a fim de que fosse aberto um caminho para que os pecadores fossem declarados sem culpa! Portanto, 1 Coríntios 15:3 diz que Cristo "morreu pelos nossos pecados".
Hebreus 9:22: "Sem derramamento de sangue não há remissão" de pecados. O pecado só pode ser perdoado depois do julgamento.
1 Pedro 2:24: "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos aos pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes sarados."Em 3:18 diz: "Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelo injustos, para conduzir-vos a Deus; morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito".
1 João 1:7 diz: "Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."

Todos os Pecados Estão Sobre Jesus
Isaías 53:6 diz: "Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; cada um se desviava pelo caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos." As palavras "fez cair sobre" também podem ser traduzidas para "colocou sobre". Todos os nossos pecados foram colocados sobre Jesus. Um irmão, que era contabilista, disse uma vez que isso é como transferir uma conta. Originalmente, o pecado estava na sua conta. Agora, ele foi transferido para a conta de Jesus Cristo.
Certa vez, uma pessoa perguntou a um cristão qual o caminho da salvação. O cristão mostrou-lhe esta passagem de Isaías e lhe disse que se ele passasse pelo primeiro "todos" e chegasse ao segundo "todos”, eles seria salvo. Todos nós somos como ovelhas desgarradas. Sim, eu também estou incluído. Sou um pecador que se desgarrou. O Senhor fez com que a iniqüidade de todos nós fosse colocada sobre Ele. Sim, todas as minhas iniqüidades estão sobre Ele.
Há um hino que descreve muita bem a alegria da salvação:


Por que temer ou duvidar,
Se Deus fez Cristo carregar
Pecados meus na cruz?
Meu débito Cristo já pagou
E Deus, o justo, aceitou.
A oferta de Jesus.
Jesus fez plena redenção,
Da lei me deu libertação
Meu débito já remiu.
Não temo o furor de Deus,
Pois Cristo com o sangue Seu,
Todo o meu ser cobriu.
Jesus por mim ganhou perdão,
Obteve plena quitação,
Ao débito meu pôs fim;
Cristo a justiça satisfez,
Não cobra Deus mais de uma vez:
Do Filho e de mim.
Agora estou em paz com Deus
Pois Cristo, o Salvador, me deu
Libertação sem fim
Por meio do sangue eficaz,
Condenação não temo mais,

Cristo morreu por mim!

Redação Catedral Da Paz

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